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Guia Completo do Deep Plane Facelift: técnica, recuperação e resultados (2025)

Tudo sobre o Deep Plane Facelift: o que é, como funciona, diferença para outras técnicas, recuperação semana a semana e o que esperar do resultado. Escrito pelo Dr. Lucas Carneiro.

Dr. Lucas Carneiro·3 de fevereiro de 2025·12 min de leitura

O Deep Plane Facelift é, atualmente, a técnica de rejuvenescimento facial mais completa disponível. Mas existem muitos mal-entendidos sobre o que ela é, o que faz e para quem é indicada.

Este guia foi escrito para esclarecer tudo — em linguagem acessível, sem simplificação excessiva.


O que é o Deep Plane Facelift

O Deep Plane Facelift é uma técnica cirúrgica de rejuvenescimento facial que opera abaixo do SMAS — a fáscia muscular superficial da face — liberando os ligamentos retentores e reposicionando os tecidos faciais de forma tridimensional.

Diferente das técnicas convencionais que trabalham com tracionamento cutâneo (puxar a pele), o Deep Plane reposiciona as estruturas profundas que sustentam a expressão facial. O resultado é mais natural, mais duradouro e com menor risco de aparência artificial.


A anatomia que você precisa entender

Para entender por que o Deep Plane funciona, é útil entender como a face envelhece.

A face é organizada em camadas: pele → gordura subcutânea → SMAS → gordura profunda → músculo → osso.

Com o envelhecimento, os ligamentos retentores — estruturas que "prendem" os tecidos a pontos fixos do esqueleto facial — se alongam. Os tecidos descem. A gordura se redistribui. O que você vê no espelho como "flacidez" é, em grande parte, essa descida estrutural.

Os principais ligamentos retentores: - Zigomasseterino: responsável pela descida da bochecha e aprofundamento do sulco nasogeniano - Mandibular: contribui para a formação de papadas e perda de definição da mandíbula - Cervical: relacionado com a flacidez do pescoço


Como o Deep Plane libera esses ligamentos

A técnica acessa o plano abaixo do SMAS por dissecção cuidadosa. Uma vez nesse plano, é possível identificar e liberar os ligamentos retentores — essencialmente "desanexando" os tecidos dos pontos que os mantinham na posição caída.

Com os ligamentos liberados, os tecidos podem ser reposicionados verticalmente — não apenas tracionados lateralmente, como nas técnicas superficiais.


Deep Plane vs. SMAS vs. facelift cutâneo

TécnicaProfundidadeResultadoDurabilidadeIndicação |---|---|---|---|---| CutâneoPele apenasLimitado, artificial2–4 anosMínima flacidez SMAS convencionalAté o SMASBom5–7 anosFlacidez moderada Deep PlaneAbaixo do SMASExcelente, natural10–15 anosFlacidez significativa


Para quem o Deep Plane é indicado

- Flacidez significativa de face e/ou pescoço - Sulcos nasogenianos profundos - Perda de definição da mandíbula - Descida da região malar - Pacientes entre 45 e 75 anos em bom estado de saúde

Casos com flacidez leve podem ser tratados com técnicas menos extensas. A indicação é sempre individualizada.


Como é a cirurgia

Anestesia: geral, com monitoramento contínuo.

Duração: 4 a 6 horas para facelift completo (incluindo necklift quando indicado).

Incisões: feitas em áreas naturalmente camufladas — na frente e atrás da orelha, dentro do couro cabeludo e ao longo do sulco retroauricular.

Ambiente: exclusivamente hospitalar. O procedimento exige estrutura completa de suporte.

Internação: geralmente pernoite de uma noite.


Recuperação semana a semana

Semana 1

- Edema importante, hematomas extensos — esperado e necessário - Curativo compressivo - Repouso relativo, cabeceira elevada - Uso de medicamentos prescritos (analgésicos, anti-inflamatórios) - Sem banho no cabelo nos primeiros dias

Semana 2

- Retirada de pontos (geralmente entre 7 e 10 dias) - Edema começa a reduzir - Hematomas ficam amarelados - Início da visibilidade do resultado - Apresentável em ambientes privados

Semana 3 (a mais subestimada)

- Redistribuição do edema — pode parecer que piorou - Sensação de tensão pode aumentar - Não é sinal de problema — é fisiologia - Fundamental ter sido preparada para isso

Semana 4

- Melhora progressiva - Maioria retorna a atividades sociais normais - Cicatrizes ainda avermelhadas

Meses 2 e 3

- Resolução gradual do edema residual - Cicatrizes em processo de maturação - Resultado começa a se revelar

Meses 6 a 12

- Resultado definitivo - Cicatrizes maduras (claras, finas) - Avaliação final do resultado


Resultados: o que esperar

Um Deep Plane bem executado produz:

  • Reposicionamento da região malar (maçãs do rosto)
  • Melhora significativa do sulco nasogeniano
  • Redefinição da mandíbula e papadas
  • Melhora do contorno do pescoço (quando associado ao necklift)
  • Resultado natural — não "operado"
  • O que não esperar: eliminação de todas as linhas de expressão, mudança de identidade, resultado imediato (o resultado final leva 6 a 12 meses).


    Quanto dura o resultado

    A durabilidade do Deep Plane — 10 a 15 anos — é superior a qualquer outra técnica. Isso se deve ao fato de que a tensão está na estrutura profunda, não na pele.

    O envelhecimento não para — mas você continua envelhecendo a partir de um ponto estruturalmente melhor.


    Riscos e como são minimizados

    Como toda cirurgia, o Deep Plane tem riscos:

    Hematoma: o mais comum (2–5%). Tratado no ambiente hospitalar quando ocorre. Lesão de nervo facial: raro com cirurgião experiente. Geralmente transitório. Assimetria: pode ocorrer, especialmente em faces com assimetria pré-existente. Cicatriz visível: prevenida pela técnica de fechamento e cuidados pós-operatórios.

    A estrutura hospitalar é fundamental exatamente para lidar com essas situações quando ocorrem.


    Facelift e o Método Plástica para Pacientes

    Todo facelift realizado pelo Dr. Lucas Carneiro segue o Método PPP — protocolo de 5 fases que vai da consulta ao acompanhamento de 12 meses.

    Não porque a cirurgia seja mais segura com o método — mas porque o resultado é melhor quando o paciente está preparado antes, acompanhado durante e monitorado depois.


    Próximos passos

    Se você está considerando um facelift, o próximo passo é a consulta de avaliação. É nela que o planejamento é individualizado — a técnica, a extensão e o resultado esperado são definidos para a sua anatomia específica.

    Agendar avaliação →


    Este artigo foi escrito pelo Dr. Lucas Carneiro, cirurgião plástico em São Paulo, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e do corpo clínico do Hospital Albert Einstein.

    Tags

    deep plane faceliftfacelift São Paulorejuvenescimento facialfacelift técnica
    LC

    Dr. Lucas Carneiro

    Cirurgião Plástico em São Paulo. Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). Fellow DKFZ — Centro Alemão de Pesquisa em Câncer, Heidelberg. Membro do corpo clínico do Hospital Albert Einstein e Sírio-Libanês. Criador do Método Plástica para Pacientes (PPP).

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