
Mommy Makeover em São Paulo
Mama, abdome e contorno em uma jornada planejada — no Hospital Albert Einstein, dentro do tempo cirúrgico seguro.
Dr. Lucas F. M. Carneiro · Médico · Cirurgião Plástico · CRM/SP: 136.298 · RQE: 50.532
- O que combina
- abdominoplastia (com ou sem correção de diástase), cirurgia de mama, lipoaspiração de refinamento
- Anestesia
- geral
- Duração
- planejada com previsão inicial inferior a 6 horas; se o conjunto alcançaria ≥6 horas, divido em tempos, salvo exceção tecnicamente justificada prevista na norma
- Internação
- uma noite, na maioria dos casos
- Trabalho presencial
- 14 a 21 dias
- Musculação de membros
- 4 a 6 semanas
- Exercícios abdominais
- 6 a 8 semanas
- Retornos
- 7 dias, 1, 2, 3, 6 e 12 meses
- Resultado
- avaliado a partir de 6 meses
- Onde
- Hospital Albert Einstein
Em resumo
Mommy Makeover é o planejamento cirúrgico que combina, em um ou dois tempos, os procedimentos que tratam alterações frequentes após a maternidade: abdominoplastia com correção da diástase, cirurgia de mama (mastopexia, com ou sem prótese, ou redução) e lipoaspiração de refinamento. Na minha prática, indico quando a família está concluída, o peso está estável há pelo menos 6 meses e a amamentação foi encerrada há aproximadamente 3 a 6 meses, desde que a mama já esteja clinicamente estável. Realizo no Hospital Albert Einstein, sob anestesia geral. A Resolução Cremesp nº 400/2026 veda o agendamento eletivo com previsão inicial igual ou superior a seis horas em ato único, salvo situação excepcional tecnicamente justificada; quando o conjunto planejado alcançaria esse limite, divido em dois tempos.
O que acontece
O que a maternidade muda no corpo
“Eu emagreci tudo o que ganhei na gravidez e a barriga continua lá.” Ela está certa — e a explicação não é gordura.
A gestação distende a parede abdominal em duas camadas. A pele e o subcutâneo podem ultrapassar sua capacidade de retração e ficar redundantes. A linha alba e os tecidos que mantêm os músculos retos próximos também podem se alargar, aumentando a distância entre eles: é a diástase. Exercícios estruturados podem fortalecer o core e, em algumas pacientes, reduzir a distância inter-retos medida ao exame; eles, porém, não removem excesso de pele nem recriam cirurgicamente uma linha alba alargada ou frouxa. A plicatura é um procedimento anatômico diferente do fortalecimento muscular. Por isso, em pacientes com flacidez cutânea e frouxidão estrutural importante, a barriga pode continuar projetada apesar de dieta e exercício.
Nas mamas, o ciclo de aumento durante a gestação e a amamentação, seguido do esvaziamento, deixa duas consequências possíveis: ptose — a mama cai — e deflação — perde volume, sobretudo no polo superior. Uma paciente pode ter uma, outra ou as duas, e o plano de mama muda conforme isso.
Os depósitos de gordura em flancos, costas e região periumbilical completam o quadro. São o componente que a lipoaspiração de refinamento trata.

Indicação
Para quem é — e para quem eu não indico
Indico o Mommy Makeover para:
mulheres que concluíram a família e não pretendem engravidar novamente;
com ptose ou deflação mamária, flacidez abdominal com ou sem diástase e depósitos de gordura resistentes;
com peso estável há pelo menos 6 meses;
que encerraram a amamentação há 3 a 6 meses;
em bom estado geral, com avaliação cardiológica completa e condições clínicas para uma cirurgia de médio a grande porte.
Não indico — ou adio — quando:
há planejamento de nova gestação: a gravidez desfaz o resultado da parede abdominal;
a paciente ainda amamenta;
na minha prática, o IMC está acima de aproximadamente 30 a 32: o risco cirúrgico tende a aumentar e o resultado pode ficar menos previsível — nesse caso, em geral oriento perda de peso primeiro e reavalio; o ponto de corte não é universal e depende do conjunto clínico;
o peso oscilou de forma importante nos últimos 6 meses;
a paciente fuma e não pretende parar;
a combinação desejada não cabe com segurança em dois tempos cirúrgicos razoáveis: nesse caso, a resposta é priorizar e sequenciar, não forçar.
Consulta
Como avalio na consulta
Avalio os três componentes separadamente, e só depois monto o conjunto. No abdome: quanto de pele sobra acima e abaixo do umbigo, se há diástase e de que largura, se há hérnia umbilical associada, como está a pele (estrias, qualidade) e quanto de gordura há nos flancos. No exame da diástase, peço para a paciente contrair o abdome deitada e palpo a distância entre os retos. Na mama: posição do complexo aréolo-papilar em relação ao sulco, volume atual, qualidade da pele e simetria — isso define se é mastopexia isolada, mastopexia com prótese, ou redução. Na lipoaspiração: quais áreas, e principalmente quanto — porque a lipo associada à abdominoplastia tem um limite que protege a circulação do retalho.
O que me faz mudar de plano: uma diástase larga com hérnia muda a estratégia da parede; um IMC alto muda a ordem (perder peso antes); uma mama que precisa de prótese grande somada a uma abdominoplastia extensa pode não caber nas seis horas — e aí a decisão é dividir, não comprimir.
Pacientes com distância entre os retos acima de 20 mm entram na definição de diástase utilizada pela European Hernia Society, mas a medida isolada não explica toda a função da parede abdominal. Pode haver também alargamento e frouxidão da linha alba e dos tecidos fasciais que integram retos, transversos e oblíquos. Exercícios podem fortalecer a musculatura e modificar a distância medida em determinadas posições ou manobras, mas não recriam o tecido fascial alargado. Quando há indicação cirúrgica, a plicatura aproxima os retos e reforça a linha média por sutura, com a tensão planejada de acordo com a anatomia e sem confundir correção estrutural com simples contração muscular.
Técnica
As combinações mais frequentes
| Combinação | Quando indico | Planejamento habitual na minha prática |
|---|---|---|
| Abdominoplastia + mastopexia | ptose mamária sem necessidade de volume + flacidez abdominal | pode caber em um tempo, conforme porte e previsão de duração |
| Abdominoplastia + mastopexia com prótese | ptose com deflação | avaliado caso a caso; pode exigir dois tempos |
| Abdominoplastia + lipoaspiração de flancos | flacidez abdominal com gordura lateral | um tempo em casos selecionados, com volume e perfusão do retalho considerados |
| Mastopexia + lipoaspiração | mama alterada, abdome preservado | frequentemente um tempo, conforme extensão |
| Conjunto completo (mama + abdome + lipo extensa) | todas as alterações presentes | frequentemente dois tempos quando o planejamento se aproxima do limite de duração ou porte |
Não existe um Mommy Makeover padrão. Existe o da Maria, o da Ana, o da Cláudia.
Passo a passo
Como é a cirurgia — e por que o tempo importa

Realizo o Mommy Makeover sob anestesia geral, no Hospital Albert Einstein. O planejamento começa pelo tempo e pelo porte global. A Resolução Cremesp nº 400/2026 veda o agendamento eletivo de cirurgia plástica cuja previsão inicial seja igual ou superior a seis horas em ato único, salvo situação de extrema necessidade com justificativa técnica detalhada em prontuário. A própria norma determina que o planejamento considere complexidade, número de áreas, associação de procedimentos, tecnologias empregadas, condições clínicas e trauma cirúrgico cumulativo. Antes da resolução, eu já utilizava o tempo operatório como um dos limites do meu planejamento de segurança.
Na prática, isso significa que eu planejo o conjunto para caber dentro das seis horas. Quando não cabe — em geral, quando há prótese de mama somada a abdominoplastia extensa e lipoaspiração de várias áreas —, divido em dois tempos, com intervalo definido na consulta. A paciente sabe disso antes de decidir, e o plano por escrito diz o que entra em cada tempo.
A ordem dentro do ato cirúrgico segue a lógica de segurança:
Na minha prática, iniciamos pela lipoaspiração planejada, seguimos para a mamoplastia indicada para cada caso e depois avançamos para o tratamento do abdome, seja lipoabdominoplastia ou miniabdominoplastia. Nas abdominoplastias, utilizo rotineiramente drenos de Blake associados aos pontos de adesão de Baroudi. Existem técnicas sem dreno, especialmente com uso de suturas de tensão progressiva, e a literatura mostra que elas podem ter bons resultados; a minha escolha é manter as duas estratégias — adesão e drenagem — como parte do meu protocolo. O dreno não impede a formação de um hematoma e não substitui a necessidade de reexploração quando há sangramento significativo ou expansivo. Ele, porém, permite acompanhar o débito e pode oferecer um sinal precoce de sangramento, levando a reavaliação imediata e às medidas apropriadas conforme o quadro clínico. Para prevenção de tromboembolismo venoso, sigo o protocolo institucional do Hospital Israelita Albert Einstein e faço estratificação individual de risco. Utilizo medidas mecânicas, como compressão pneumática intermitente e deambulação precoce, e associo profilaxia farmacológica quando indicada pelo risco individual, pelo porte e pela duração do procedimento, sempre ponderando também o risco de sangramento.
Cada componente é feito como descrevo nas páginas de abdominoplastia e lipoaspiração; na mama, a técnica (mastopexia, com ou sem prótese, ou redução) é definida pelo exame.

Quem opera
Dr. Lucas F. M. Carneiro
Cirurgião Plástico · CRM-SP 136.298 · RQE 50.532
- Título de Especialista em Cirurgia Plástica pela SBCP, reconhecido pela AMB e pelo MEC
- Membro do corpo clínico do Hospital Israelita Albert Einstein desde 2015
- Residência em Cirurgia Plástica — Faculdade de Medicina do ABC
- Fellowship — DKFZ, Centro Alemão de Pesquisa em Câncer, Heidelberg
- Criador do Método Plástica para Pacientes
- Atende em português, inglês e espanhol
Transparência
Riscos — e como eu conduzo cada um
Cirurgia combinada tem os riscos de cada componente e um risco próprio: o tempo.
Trombose venosa e embolia pulmonar — o risco mais relevante das cirurgias combinadas. Conduzo com meias de compressão, compressão pneumática intermitente durante a cirurgia, deambulação precoce no dia seguinte e, quando indicado pelo risco individual, profilaxia medicamentosa. A limitação do planejamento não se deve a um único risco: tempo operatório, trauma cumulativo, hipotermia, sangramento, tromboembolismo e complexidade anestésica são avaliados em conjunto.
Seroma — acúmulo de líquido sob o retalho abdominal; é a complicação mais frequente da abdominoplastia.
Hematoma — na mama ou no abdome; drenado quando relevante.
Sofrimento ou necrose do retalho abdominal — risco que sobe com tabagismo e com lipoaspiração excessiva sobre o retalho; é o motivo do limite de volume da lipo associada.
Alteração de sensibilidade do abdome inferior e da aréola — comum e, na maioria, transitória.
Cicatriz alargada ou hipertrófica — cuidado de cicatriz desde a terceira semana; revisão, quando necessária, após maturação.
Infecção — rara, com antibiótico profilático e ambiente hospitalar.
Pós-operatório
Recuperação
| Período | O que esperar | O que fazer |
|---|---|---|
| Dia 1 | pernoite no hospital; posição semiflexionada | levantar e caminhar com ajuda no dia seguinte |
| Semana 1 | período mais restritivo; faixa abdominal e sutiã cirúrgico; retorno em 7 dias | repouso relativo; cuidados com drenos de Blake quando utilizados |
| Semanas 2 a 3 | trabalho presencial em 14 a 21 dias | caminhadas leves |
| 1 mês | primeiro retorno mensal | reavaliação |
| 4 a 6 semanas | progressão funcional | musculação de membros — sempre antes do abdome |
| 6 a 8 semanas | retorno progressivo do core | exercícios abdominais quando liberados |
| 2 e 3 meses | retornos | cuidado de cicatriz |
| 6 meses | resultado avaliado | acompanhamento |
| 12 meses | último retorno de rotina; cicatrizes em maturação | reavaliação final do período |


Onde opero
Uma cirurgia combinada de médio a grande porte exige hospital de alta complexidade: anestesiologia dedicada, controle de temperatura, banco de sangue e UTI de retaguarda — a mesma retaguarda que a Resolução Cremesp nº 400/2026 passou a exigir. Realizo o Mommy Makeover no Hospital Albert Einstein, onde integro o corpo clínico desde 2015. Hospital Albert Einstein
Pacientes de outras cidades e de outros países
A avaliação inicial pode ser por vídeo; os exames podem ser feitos na origem. Para quem viaja, a permanência em São Paulo cobre o retorno de 7 dias e a fase mais restritiva; para voos acima de 5 horas, planejo 14 a 21 dias. Quando o plano é em dois tempos, o intervalo entre eles é definido junto com a logística da viagem. pacientes internacionais
Método Plástica para Pacientes
A jornada completa segue o Método Plástica para Pacientes, que criei para organizar a consulta, o pré-operatório e o acompanhamento até o resultado definitivo. Numa cirurgia combinada, a preparação da paciente é parte do resultado. Método Plástica para Pacientes
Perguntas Frequentes
Dúvidas sobre Mommy Makeover
O que é Mommy Makeover?
É o planejamento que combina abdominoplastia, cirurgia de mama e lipoaspiração de refinamento para tratar as alterações da maternidade — em um ou dois tempos cirúrgicos, conforme o que cabe com segurança.
É seguro fazer várias cirurgias ao mesmo tempo?
Sim, quando o tempo cirúrgico é limitado, a paciente é bem selecionada e o hospital tem estrutura. Desde 26 de maio de 2026, a Resolução Cremesp nº 400/2026 veda agendar procedimento estético eletivo com planejamento inicial de seis horas ou mais em ato único. Planejo para caber dentro das seis horas e, quando não cabe, divido em dois tempos.
Quando posso operar depois da gravidez?
Com peso estável há 6 meses e amamentação encerrada há 3 a 6 meses. O corpo precisa completar as mudanças pós-gestação para que o plano seja feito sobre a anatomia definitiva.
Quais cirurgias entram?
Depende do exame. O conjunto mínimo costuma ser abdominoplastia com algum procedimento de mama. Lipoaspiração de flancos e costas entra como refinamento, com limite de volume. Não prescrevo pacote fixo.
Quanto tempo preciso ficar afastada do trabalho?
Trabalho presencial: 14 a 21 dias. Trabalho com esforço físico: 4 a 6 semanas.
Quando volto a treinar?
Musculação de membros a partir de 4 a 6 semanas, sempre antes do abdome; exercícios abdominais a partir de 6 a 8 semanas.
E se eu engravidar depois?
A gestação distende de novo a parede abdominal e pode reabrir a diástase. Não há risco para o bebê, mas o resultado abdominal pode ser perdido. Por isso indico o Mommy Makeover para quem concluiu a família.
Preciso perder peso antes?
Se o IMC estiver acima de 30 a 32, sim. O risco sobe e o resultado fica menos previsível. Oriento a perda de peso e reavalio.
Por que dois tempos em vez de uma cirurgia só?
Porque a Resolução Cremesp nº 400/2026 veda o agendamento eletivo cuja previsão inicial seja igual ou superior a seis horas em ato único, salvo a exceção tecnicamente justificada, e porque o aumento do tempo e do trauma cirúrgico cumulativo precisa ser considerado junto com o risco individual da paciente. Quando o conjunto não cabe de forma confortável no planejamento, prefiro dois tempos bem organizados a um ato único comprimido.
Quanto custa?
O valor do procedimento é individualizado e depende do plano: quais procedimentos serão realizados, um ou dois tempos, uso ou não de prótese, hospital e equipe de anestesia. A Resolução CFM nº 2.336/2023 permite divulgar o valor da consulta, mas os valores de procedimentos individualizados devem ser acordados após a avaliação e não devem ser colocados em anúncios publicitários. O orçamento completo é apresentado por escrito após a consulta.
Glossário
- Diástase
- afastamento dos músculos retos abdominais na linha média.
- Plicatura
- sutura que aproxima os retos, corrigindo a diástase.
- Ptose mamária
- queda da mama.
- Deflação
- perda de volume da mama, sobretudo no polo superior.
- Mastopexia
- cirurgia que eleva a mama.
- Seroma
- acúmulo de líquido sob o retalho.
- TEV
- tromboembolismo venoso: trombose venosa profunda e embolia pulmonar.
Referências médicas e normativas
- Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo. Resolução CREMESP nº 400, de 26 de maio de 2026. Diretrizes éticas, assistenciais e de segurança para cirurgias plásticas eletivas extensas, múltiplas ou combinadas.
- Skorochod R, Wolf Y. Risk of Concomitant Abdominoplasty and Breast Surgery versus Isolated Procedures: A Systematic Review and Meta-analysis. Aesthetic Plast Surg. 2026;50(13):5013-5022. doi:10.1007/s00266-026-05863-7.
- Knoedler S, et al. Safety of Combined Versus Isolated Cosmetic Breast Surgery and Abdominoplasty: Insights from a Multi-institutional Database. Aesthetic Plast Surg. 2025. doi:10.1007/s00266-025-04800-4.
- Rao G, Daneshi K, Ceccaroni A, et al. A Systematic Review and Meta-Analysis Evaluating the Surgical Outcomes of Progressive Tension Suturing Compared to Drains in Abdominoplasty Surgery. Aesthet Surg J. 2024;45(1):71-83. doi:10.1093/asj/sjae171.
- Hernández-Granados P, Henriksen NA, Berrevoet F, et al. European Hernia Society guidelines on management of rectus diastasis. Br J Surg. 2021;108(10):1189-1191. doi:10.1093/bjs/znab128.
- Lyons G, Nogueira R, Viana SW, et al. What is the evidence for abdominal and pelvic floor muscle training to treat diastasis recti abdominis postpartum? Hernia. 2026;30(1):170. doi:10.1007/s10029-026-03660-4.
- Venous Thromboembolism in Plastic Surgery Patients. Plast Reconstr Surg. 2026. PubMed PMID: 41739892.
- Conselho Federal de Medicina. Resolução CFM nº 2.336/2023 e Manual de Publicidade Médica.
Conteúdo educativo, elaborado e revisado clinicamente por Dr. Lucas F. M. Carneiro · Médico · Cirurgião Plástico · CRM/SP: 136.298 · RQE: 50.532. Não substitui consulta médica.
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