
Abdominoplastia em São Paulo
Reconstrução da parede abdominal — pele, diástase e contorno — com o padrão de segurança de um hospital de alta complexidade.
Dr. Lucas F. M. Carneiro · Médico · Cirurgião Plástico · CRM/SP: 136.298 · RQE: 50.532
- Duração
- 2 a 4 horas
- Anestesia
- geral
- Internação
- uma noite, na maioria dos casos
- Faixa abdominal
- 4 a 6 semanas
- Retornos
- 7 dias; depois 1, 3, 6 e 12 meses
- Musculação de membros
- 4 a 6 semanas
- Exercícios abdominais
- 6 a 8 semanas
- Cicatriz madura
- 12 a 18 meses
- Onde
- Hospital Albert Einstein
Em resumo
A abdominoplastia remove o excesso de pele e gordura do abdome, corrige a diástase dos músculos retos por plicatura e reposiciona o umbigo, com cicatriz baixa, planejada para a linha da roupa íntima. Indico para flacidez abdominal após gestação ou grande perda de peso, em pacientes com peso estável há 6 meses e família concluída. Realizo no Hospital Albert Einstein, sob anestesia geral, em 2 a 4 horas, com uma noite de internação. Cerca de 10% das minhas indicações são de miniabdominoplastia, para excesso restrito abaixo do umbigo.
O que acontece
Por que a barriga não volta
“Faço abdominal todo dia e não adianta.” Não adianta porque o problema não é o músculo fraco — é o músculo afastado.
A parede abdominal tem componentes que a gestação e as grandes variações de peso comprometem de formas diferentes. A pele pode perder elasticidade e ficar redundante, com ou sem estrias. O subcutâneo pode manter depósitos de gordura. E a linha alba — a estrutura fibrosa entre os dois músculos retos — pode se alargar e perder tensão: é a diástase. Em algumas pacientes, essa alteração se associa a sensação de instabilidade do core, abaulamento e sintomas funcionais; a relação com dor lombar e outras queixas varia entre indivíduos e não depende apenas da largura medida entre os retos.
Exercícios específicos podem fortalecer o core e, em algumas pacientes, reduzir a distância inter-retos medida ao exame. Eles não retiram pele redundante e não equivalem à reconstrução cirúrgica de uma linha alba alargada ou frouxa. Quando há sintomas e indicação adequada, a plicatura pode ter um componente funcional além do efeito estético; isso não significa que toda diástase precise de cirurgia.

Indicação
Para quem é — e para quem eu não indico
Indico a abdominoplastia para:
excesso de pele e gordura abdominal resistente a dieta e exercício;
flacidez da parede após gestação, com ou sem diástase;
excesso cutâneo após perda de peso significativa;
peso estável há pelo menos 6 meses;
família concluída, para mulheres em idade reprodutiva;
bom estado geral, com avaliação cardiológica completa.
Não indico — ou adio — quando:
há planejamento de gestação futura;
na minha prática, o IMC está acima de aproximadamente 32 a 35: o risco tende a aumentar e o resultado pode ficar menos previsível — em geral oriento perda de peso e reavalio; esse ponto de corte não é universal e depende do perfil clínico e do porte do procedimento;
a paciente fuma e não pretende parar 4 semanas antes e 4 semanas depois;
a expectativa é resolver obesidade com a cirurgia — abdominoplastia não é bariátrica;
há cicatrizes abdominais extensas que comprometem a circulação do retalho; nesse caso o desenho da cirurgia muda, ou a indicação cai.
Consulta
Como avalio na consulta
Avalio em pé e deitada. Em pé: quanto de pele sobra acima e abaixo do umbigo — é o que decide entre mini e clássica —, a qualidade da pele, a distribuição da gordura nos flancos e a posição do umbigo. Deitada, com o abdome contraído: a largura da diástase, palpada ao longo de toda a linha alba, e a presença de hérnia umbilical ou epigástrica, que trato no mesmo ato. Examino cicatrizes prévias — cesárea, laparoscopia, colecistectomia — porque cada uma altera a circulação do retalho e o desenho da incisão.
O que me faz mudar de plano: pele redundante acima do umbigo exclui a mini; diástase larga com hérnia muda a estratégia da parede; IMC alto adia; e a paciente que quer “só tirar a pele” mas tem diástase precisa saber que, sem plicatura, a barriga continua projetada.
Na minha prática, quando a paciente apresenta sinais ou sintomas compatíveis com diástase dos retos abdominais, solicito ultrassom de parede abdominal para documentar a distância inter-retos em diferentes níveis e pesquisar hérnias associadas. O exame físico continua sendo fundamental; a ultrassonografia complementa a avaliação e fornece uma medida objetiva para o planejamento.
Técnica
Os tipos de abdominoplastia
| Tipo | Mini | Clássica | Lipo + abdominoplastia | Em âncora |
|---|---|---|---|---|
| Trata | excesso restrito abaixo do umbigo | pele acima e abaixo do umbigo, diástase quando presente, umbigo reposicionado | clássica + depósitos de gordura selecionados em flancos/costas | excesso horizontal e vertical após grande perda de peso |
| Cicatriz | horizontal mais curta e baixa | horizontal baixa + ao redor do umbigo | igual à clássica | horizontal + vertical |
| Umbigo | em geral não reposicionado | reposicionado | reposicionado | reposicionado |
| Proporção na minha prática | cerca de 10% das indicações | a maioria | frequente, respeitando perfusão e planejamento do volume | casos selecionados |
Passo a passo
Como é a cirurgia

Sob anestesia geral, no Hospital Albert Einstein, em 2 a 4 horas. A incisão é baixa, desenhada na consulta junto com a paciente para ficar dentro da linha da roupa íntima. Descolo o retalho até o rebordo costal, libero o umbigo, aproximo os músculos retos com a plicatura — corrigindo a diástase em toda a extensão — e trato a hérnia, quando existe. Depois, traciono o retalho para baixo, retiro o excesso de pele e gordura e reposiciono o umbigo em nova abertura, com cuidado para que fique natural, sem aspecto de “botão”. Quando indico lipoaspiração dos flancos, faço no mesmo tempo, respeitando o limite de volume que protege a circulação do retalho.
O fechamento é por camadas, com pontos que aliviam a tensão da cicatriz.
Durante o fechamento da abdominoplastia, realizo pontos de adesão de Baroudi e, rotineiramente na minha prática, instalo drenos de Blake. Existem técnicas de abdominoplastia sem dreno, especialmente quando se utilizam suturas de tensão progressiva; a escolha varia entre cirurgiões. Eu prefiro combinar adesão e drenagem para acompanhar a produção de líquido e reduzir o espaço morto no pós-operatório. O dreno não previne hematoma nem exclui a necessidade de reoperação quando há sangramento relevante, mas seu débito pode ajudar a sinalizar precocemente uma alteração que exige avaliação. No pós-operatório, oriento posição semiflexionada nas primeiras duas semanas, com progressão individual, para reduzir a tensão sobre a cicatriz e evitar sobrecarga lombar.

Quem opera
Dr. Lucas F. M. Carneiro
Cirurgião Plástico · CRM-SP 136.298 · RQE 50.532
- Título de Especialista em Cirurgia Plástica pela SBCP, reconhecido pela AMB e pelo MEC
- Membro do corpo clínico do Hospital Israelita Albert Einstein desde 2015
- Residência em Cirurgia Plástica — Faculdade de Medicina do ABC
- Fellowship — DKFZ, Centro Alemão de Pesquisa em Câncer, Heidelberg
- Criador do Método Plástica para Pacientes
- Atende em português, inglês e espanhol
Transparência
Riscos — e como eu conduzo cada um
Seroma — uma das complicações mais frequentes: acúmulo de líquido sob o retalho. No meu protocolo, utilizo pontos de Baroudi, drenos de Blake e compressão pós-operatória conforme a evolução. Existem protocolos sem dreno com suturas de tensão progressiva que também apresentam bons resultados. Quando o seroma ocorre, a conduta depende do volume e da evolução; frequentemente pode ser tratado com punção no consultório, mas casos persistentes ou complexos exigem abordagem individualizada.
Trombose venosa e embolia pulmonar — o risco mais sério. Meias de compressão, compressão pneumática durante a cirurgia, deambulação no dia seguinte e profilaxia medicamentosa conforme o risco individual.
Hematoma — raro; drenado quando relevante.
Sofrimento do retalho e deiscência — risco que sobe com tabagismo, tensão excessiva e lipoaspiração exagerada sobre o retalho. É o motivo das três regras: parar de fumar, fechar sem tensão e limitar a lipo associada.
Alteração de sensibilidade no abdome inferior — comum e, na maioria, transitória.
Cicatriz alargada ou hipertrófica — cuidado com silicone tópico e fotoproteção desde a terceira semana; revisão, quando necessária, não antes de 12 a 18 meses.
Infecção — rara, com antibiótico profilático e ambiente hospitalar.
Pós-operatório
Recuperação semana a semana
| Período | O que esperar | O que fazer |
|---|---|---|
| Dia 1 | pernoite; posição semiflexionada; faixa abdominal | caminhar com ajuda no dia seguinte |
| Semana 1 | período mais restritivo; retorno em 7 dias | repouso relativo; curativos e cuidado dos drenos |
| Dias 10 a 14 | atividades domésticas leves na maioria | progressão conforme avaliação |
| Semanas 2 a 3 | trabalho de escritório | caminhadas |
| Semana 3 | cicatriz seca: início do silicone tópico quando indicado | fotoproteção |
| 4 a 6 semanas | fim progressivo da faixa; retorno de 1 mês | musculação de membros — sempre antes do abdome |
| 6 a 8 semanas | retorno progressivo do core | exercícios abdominais quando liberados |
| 3 meses | retorno; cicatriz pode estar mais vermelha | fotoproteção rigorosa |
| 6 meses | retorno; resultado praticamente definido | acompanhamento |
| 12 a 18 meses | cicatriz madura; retorno de 12 meses | reavaliação |


Onde opero
Abdominoplastia é cirurgia de médio porte sob anestesia geral, com risco de trombose que exige prevenção ativa e retaguarda. Realizo no Hospital Albert Einstein, onde integro o corpo clínico desde 2015, com anestesiologia dedicada, controle de temperatura e UTI de retaguarda. Hospital Albert Einstein
Pacientes de outras cidades e de outros países
Consulta inicial por vídeo, exames na origem, permanência em São Paulo cobrindo o retorno de 7 dias e a fase mais restritiva — 14 a 21 dias para voos acima de 5 horas. Retornos seguintes por vídeo. pacientes internacionais
Método Plástica para Pacientes
O pré e o pós-operatório seguem o Método Plástica para Pacientes, que criei para organizar a consulta, o preparo e o acompanhamento até o resultado definitivo. Método Plástica para Pacientes
Perguntas Frequentes
Dúvidas sobre Abdominoplastia
Onde fica a cicatriz?
Horizontal, baixa, na linha da roupa íntima — desenhada com você na consulta. Há também uma cicatriz ao redor do umbigo. Com maturação de 12 a 18 meses e cuidado, a maioria fica em linha fina.
Abdominoplastia emagrece?
Não. Remove pele e uma quantidade variável de gordura, mas não é cirurgia de perda de peso. O ideal é operar próxima do peso estável, com IMC dentro da faixa que avalio em consulta.
O que é diástase e a abdominoplastia resolve?
Diástase é o alargamento da linha alba com aumento da distância entre os músculos retos, comum após gestações. Exercícios estruturados podem fortalecer a musculatura e reduzir parcialmente a distância inter-retos em algumas pacientes, mas não equivalem à reconstrução cirúrgica da linha alba. Quando indicada, a plicatura aproxima os retos e reforça a linha média; em pacientes sintomáticas, esse pode ser um dos componentes funcionais da cirurgia.
Mini ou clássica?
Mini quando o excesso de pele fica restrito abaixo do umbigo e não há diástase relevante acima dele — cerca de 10% das minhas indicações. Clássica quando há pele redundante acima do umbigo ou diástase em toda a extensão.
Posso fazer lipoaspiração junto?
Sim, e é frequente — flancos e costas. Há um limite de volume que protege a circulação do retalho abdominal, e eu o respeito sem exceção.
Quanto tempo leva a recuperação?
Primeira semana restritiva, atividades domésticas leves em 10 a 14 dias, trabalho de escritório em 2 a 3 semanas, musculação de membros em 4 a 6 semanas, abdominais em 6 a 8 semanas. Resultado com edema resolvido a partir de 6 meses; cicatriz madura em 12 a 18 meses.
O que é seroma?
Acúmulo de líquido sob o retalho, a complicação mais comum da abdominoplastia. Na grande maioria resolve com punção no consultório.
E se eu engravidar depois?
Não há risco para o bebê, mas a gestação distende a parede e pode reabrir a diástase. Indico a cirurgia para quem concluiu a família.
Dói?
A dor é controlada com analgesia programada; o desconforto principal é a tensão ao ficar ereta na primeira semana, que melhora dia a dia.
Quanto custa?
O valor do procedimento é individualizado e depende do plano: tipo de abdominoplastia, lipoaspiração associada, hospital e equipe de anestesia. A Resolução CFM nº 2.336/2023 permite divulgar o valor da consulta, mas os valores de procedimentos individualizados devem ser acordados após a avaliação e não devem ser colocados em anúncios publicitários. O orçamento completo é apresentado por escrito após a consulta.
Glossário
- Diástase
- afastamento dos retos abdominais.
- Linha alba
- faixa fibrosa entre os retos.
- Plicatura
- sutura de aproximação dos retos.
- Retalho
- a pele e o subcutâneo descolados e reposicionados.
- Seroma
- acúmulo de líquido sob o retalho.
- Lipoabdominoplastia
- abdominoplastia com lipoaspiração associada.
Referências médicas e normativas
- Rao G, Daneshi K, Ceccaroni A, et al. A Systematic Review and Meta-Analysis Evaluating the Surgical Outcomes of Progressive Tension Suturing Compared to Drains in Abdominoplasty Surgery. Aesthet Surg J. 2024;45(1):71-83. doi:10.1093/asj/sjae171.
- Hernández-Granados P, Henriksen NA, Berrevoet F, et al. European Hernia Society guidelines on management of rectus diastasis. Br J Surg. 2021;108(10):1189-1191. doi:10.1093/bjs/znab128.
- Lyons G, Nogueira R, Viana SW, et al. What is the evidence for abdominal and pelvic floor muscle training to treat diastasis recti abdominis postpartum? Hernia. 2026;30(1):170. doi:10.1007/s10029-026-03660-4.
- Capoccia Giovannini S, Hoffmann H, Bracale U, et al. Non operative management of postpartum Diastasis Recti: a systematic review and meta-analysis of randomized controlled trials. Hernia. 2026;30(1):164. doi:10.1007/s10029-026-03671-1.
- Impact of Rectus Diastasis Repair on Abdominal Strength and Function: A Systematic Review. Cureus. 2021;13:e12358. doi:10.7759/cureus.12358.
- A Review of Venous Thromboembolism Risk, Assessment, and Prophylaxis in Aesthetic Plastic Surgery. Plast Reconstr Surg. 2025. PubMed PMID: 40988401.
- Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo. Resolução CREMESP nº 400/2026.
- Conselho Federal de Medicina. Resolução CFM nº 2.336/2023 e Manual de Publicidade Médica.
Conteúdo educativo, elaborado e revisado clinicamente por Dr. Lucas F. M. Carneiro · Médico · Cirurgião Plástico · CRM/SP: 136.298 · RQE: 50.532. Não substitui consulta médica.
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