Dr. Lucas Carneiro — Cirurgia Plástica
Close do olhar de mulher madura em luz suave — blefaroplastia em São Paulo com o Dr. Lucas Carneiro
ProcedimentosÁrea dos Olhos

Blefaroplastia em São Paulo

Cirurgia das pálpebras com precisão milimétrica. O olhar descansado que ninguém sabe nomear.

Dr. Lucas F. M. Carneiro · Médico · Cirurgião Plástico · CRM/SP: 136.298 · RQE: 50.532

Superior isolada
na minha prática: anestesia local pura, na clínica, cerca de 1h30, alta no mesmo dia
Inferior ou associada
na minha prática: hospital, anestesia geral
Retirada de pontos
5 a 7 dias
Volta ao escritório
7 a 10 dias
Apresentabilidade social
10 a 14 dias
Retornos
7, 14 e 21 dias e 2 meses
Resultado definitivo
6 a 8 semanas para o edema; cicatriz madura até 12 meses

Em resumo

A blefaroplastia trata o excesso de pele e as bolsas de gordura das pálpebras superiores e inferiores. Na minha prática, a superior isolada é feita sob anestesia local pura, na clínica, em cerca de 1h30, com alta no mesmo dia. Para a pálpebra inferior ou a cirurgia das quatro pálpebras, adoto um protocolo mais conservador: realizo em hospital, sob anestesia geral. Existem outras estratégias anestésicas reconhecidas para blefaroplastia, mas essa é a conduta que escolhi para meus casos inferiores e combinados. Na pálpebra inferior, o acesso pode ser transconjuntival — por dentro da pálpebra, sem cicatriz externa — quando a anatomia permite. Retornos em 7, 14 e 21 dias e 2 meses. A volta ao escritório costuma ocorrer em 7 a 10 dias e a apresentabilidade social entre 10 e 14 dias.

O que acontece

Por que o olhar envelhece

“Todo mundo me pergunta se estou cansada. E eu dormi bem.” A pálpebra é a pele mais fina do corpo, e é a primeira a mostrar o tempo. Na pálpebra superior, o excesso de pele — a dermatocálase — forma uma prega que pesa sobre os cílios e, nos casos mais avançados, invade o campo visual. Na inferior, o septo que contém a gordura orbitária enfraquece, e a gordura se projeta como bolsa; ao mesmo tempo, o malar perde volume e forma o sulco que separa a pálpebra da bochecha.

Nem toda “olheira” é cirúrgica. A bolsa de gordura, sim. A mancha escura por hiperpigmentação, não — tem outras causas e outros tratamentos. Separar uma coisa da outra é parte da consulta.

Detalhe das pálpebras em luz lateral — por que o olhar envelhece

Indicação

Para quem é — e para quem eu não indico

Indico a blefaroplastia para:

  • excesso de pele na pálpebra superior que pesa sobre o olhar ou compromete a visão;

  • bolsas de gordura nas pálpebras inferiores com aspecto de cansaço;

  • pele redundante da pálpebra inferior;

  • quem deseja um olhar mais descansado e expressivo, sem parecer operado;

  • em geral a partir dos 35 anos, quando há alteração pré-existente ou envelhecimento precoce da região.

Não indico — ou adio — quando:

  • há olho seco não controlado: a cirurgia pode piorá-lo;

  • há doença ocular tireoidiana ativa ou instável, ou glaucoma não controlado; alterações tireoidianas sistêmicas também devem estar adequadamente controladas antes da cirurgia;

  • a expectativa é eliminar linhas de expressão ou manchas — não é função da blefaroplastia;

  • a paciente fuma e não pretende parar no período pré e pós-operatório;

  • a queda da pálpebra é por fraqueza do músculo elevador (ptose verdadeira) e não por excesso de pele: nesse caso a cirurgia é outra, e a indicação é de correção da ptose, isolada ou associada.

Consulta

Como avalio na consulta

Na pálpebra superior, meço o excesso de pele com o pinch test — a pinça delicada da pele redundante — e observo se há sobrancelha caída, porque parte da “pele em excesso” pode ser sobrancelha baixa; nesse caso, remover pele demais acentua a queda. Avalio a função do músculo elevador e o campo visual.

Na pálpebra inferior, avalio três coisas: quanto há de bolsa, quanto há de pele e como está o tônus da pálpebra — o teste de tração para trás (snap test) diz se a pálpebra volta bem à posição. Uma pálpebra frouxa que recebe apenas ressecção de pele corre risco de scleral show ou ectrópio; nesses casos, associo um procedimento de suporte, como o tarsal strip. Avalio também o sulco entre pálpebra e bochecha, que pode pedir reposicionamento de gordura em vez de retirada.

O exame decide o acesso: cerca de 20% das minhas blefaroplastias inferiores são transconjuntivais — pacientes com bolsa e pouca pele redundante, em que retiro ou reposiciono a gordura por dentro, sem cicatriz externa.

Em casos selecionados, peço avaliação oftalmológica antes da cirurgia.

Técnica

As técnicas

TécnicaSuperiorInferior transcutâneaInferior transconjuntival
Trataexcesso de pele e, quando necessário, gordurapele, músculo e bolsas; pode incluir reposicionamento de gordurabolsas de gordura; pode incluir reposicionamento em casos selecionados
Incisãona prega natural da pálpebralogo abaixo dos cíliospor dentro da pálpebra, sem cicatriz externa
Anestesia na minha práticalocal pura, na clínica, se isoladageral, em hospitalgeral, em hospital
Indicação típicadermatocálasepele redundante + bolsasbolsas com pele de boa qualidade (cerca de 20% dos meus casos)
Procedimentos de suportetarsal strip / cantopexia quando a pálpebra é frouxareposicionamento de gordura quando há sulco, conforme anatomia

Passo a passo

Como é a cirurgia

Sala de procedimento de clínica de alto padrão — blefaroplastia superior sob anestesia local

Superior isolada. Na clínica, sob anestesia local pura, em cerca de 1h30. Marco a incisão na prega natural, retiro a faixa de pele medida no pinch test e, quando necessário, uma pequena quantidade de gordura medial. O fechamento é com pontos finos, retirados em 5 a 7 dias. Alta no mesmo dia, com repouso de 3 a 5 dias.

Inferior ou quatro pálpebras. Na minha prática, exclusivamente em hospital, sob anestesia geral. A blefaroplastia pode ser realizada com diferentes estratégias anestésicas; essa é a escolha do meu protocolo para os casos inferiores e combinados. Na transcutânea, a incisão fica logo abaixo dos cílios; trato as bolsas, reposiciono gordura quando há sulco e retiro apenas o excesso de pele que sobra depois do reposicionamento — nunca antes, porque o que parece excesso deitada muda quando a paciente senta. Quando a pálpebra é frouxa, associo o tarsal strip. Na transconjuntival, o acesso é por dentro e não há cicatriz externa.

A quantidade de pele retirada é a decisão mais importante da blefaroplastia. Retirar demais na superior deixa o olho que não fecha; na inferior, o scleral show. Retirar de menos deixa a queixa. A precisão é milimétrica, e é onde está a diferença entre técnica e experiência.

Dr. Lucas Carneiro, cirurgião plástico em São Paulo, CRM-SP 136.298

Quem opera

Dr. Lucas F. M. Carneiro

Cirurgião Plástico · CRM-SP 136.298 · RQE 50.532

  • Título de Especialista em Cirurgia Plástica pela SBCP, reconhecido pela AMB e pelo MEC
  • Membro do corpo clínico do Hospital Israelita Albert Einstein desde 2015
  • Residência em Cirurgia Plástica — Faculdade de Medicina do ABC
  • Fellowship — DKFZ, Centro Alemão de Pesquisa em Câncer, Heidelberg
  • Criador do Método Plástica para Pacientes
  • Atende em português, inglês e espanhol

Transparência

Riscos — e como eu conduzo cada um

  • Equimose e edema — esperados; compressas frias de 15 minutos a cada 2 horas nas primeiras 4 a 6 horas reduzem ambos.

  • Hematoma — raro; o hematoma orbitário/retrobulbar é uma urgência potencialmente ameaçadora à visão. Dor intensa ou pressão ocular associada a alteração visual exige avaliação imediata e tratamento de emergência. Na minha prática, esse é um dos motivos para realizar a blefaroplastia inferior em ambiente hospitalar, com monitorização e capacidade de resposta imediata.

  • Olho seco transitório — comum nas primeiras semanas; lubrificante a cada 2 horas, evitar lentes de contato e usar óculos de correção no período.

  • Scleral show e ectrópio — o risco é reduzido pela avaliação pré-operatória do tônus palpebral, pela ressecção conservadora de pele e por procedimentos de suporte, como cantopexia ou tarsal strip, quando indicados.

  • Dificuldade para fechar o olho (lagoftalmo) — quase sempre transitória, por edema; a prevenção é a ressecção conservadora de pele.

  • Assimetria — pequenas assimetrias fazem parte da anatomia; assimetrias relevantes podem ser revisadas após maturação.

  • Cicatriz visível — rara na superior, porque fica na prega; na inferior, a incisão subciliar madura em linha fina.

Pós-operatório

Recuperação

PeríodoO que esperarO que fazer
Primeiras 4 a 6 horasedema começano meu protocolo, compressas frias intermitentes
Dias 1 a 3edema e equimoses no augecabeceira elevada; lubrificação prescrita; sem esforço
Dias 5 a 7retirada dos pontos; primeiro retorno em 7 diascuidados locais
Dias 7 a 10volta ao escritório na maioriaprogressão das atividades
Dias 10 a 14apresentabilidade social; segundo retorno em 14 diasmaquiagem sobre pele íntegra
Semanas 2 a 3folga recomendada para quem tem exposição pública; terceiro retorno em 21 diasretorno progressivo
30 diassol e esforço liberados progressivamentefotoproteção
6 a 8 semanasedema residual geralmente bastante reduzido; retorno de 2 mesesreavaliação
até 12 mesesmaturação da cicatrizfotoproteção e acompanhamento
Mulher relaxada em casa com óculos escuros sobre a mesa — recuperação da blefaroplastia
Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo

Onde opero

Na minha prática, a blefaroplastia superior isolada é feita na clínica, sob anestesia local pura, em ambiente apropriado para o procedimento. A inferior e a das quatro pálpebras são feitas em hospital, sob anestesia geral, na grande maioria das vezes no Hospital Albert Einstein, onde integro o corpo clínico desde 2015. Existem outras estratégias reconhecidas de ambiente e anestesia; essa distinção faz parte do meu protocolo de segurança. Hospital Albert Einstein

Pacientes de outras cidades e de outros países

A consulta de avaliação pode ser feita por vídeo, com fotografias padronizadas. Para a blefaroplastia inferior ou combinada, a permanência em São Paulo cobre os retornos de 7 e 14 dias; os demais podem ser feitos por vídeo. pacientes internacionais

Método Plástica para Pacientes

O pré e o pós-operatório seguem a estrutura do Método Plástica para Pacientes, que criei para organizar a consulta, o preparo e o acompanhamento até o resultado definitivo. Método Plástica para Pacientes

Perguntas Frequentes

Dúvidas sobre Blefaroplastia

A blefaroplastia muda o olhar?

Não muda — restaura. O objetivo é que você pareça descansada e expressiva, não outra pessoa. A quantidade de pele retirada é decidida no milímetro justamente para isso.

Qual a diferença entre blefaroplastia superior e inferior?

A superior trata o excesso de pele que pesa sobre o olho; a inferior trata as bolsas de gordura e a pele redundante abaixo dele. Podem ser feitas isoladas ou juntas, e a anestesia e o local mudam: superior isolada na clínica com anestesia local; inferior ou quatro pálpebras em hospital, com anestesia geral.

O que é blefaroplastia transconjuntival?

É o acesso à pálpebra inferior por dentro, pela conjuntiva, sem cicatriz na pele. Indico quando a queixa principal são as bolsas e a pele tem boa qualidade — cerca de 20% dos meus casos de pálpebra inferior.

A blefaroplastia elimina as olheiras?

Elimina a bolsa de gordura. Não elimina a mancha escura por hiperpigmentação, que tem outras causas e outros tratamentos. A consulta diferencia uma da outra.

Como é a recuperação?

Compressas frias nas primeiras horas, edema e equimoses por 2 a 3 dias, pontos retirados em 5 a 7 dias. Volta ao escritório em 7 a 10 dias, apresentabilidade social entre 10 e 14 dias, e folga até a segunda ou terceira semana para quem tem exposição pública.

Posso usar lentes de contato depois?

Evite nas primeiras semanas. Use óculos de correção e lubrificante a cada 2 horas; eu libero as lentes no retorno, quando a pálpebra estiver confortável.

Por que a pálpebra inferior só é operada em hospital?

Porque o hematoma orbitário/retrobulbar, embora raro, exige reconhecimento e resposta imediatos. Na minha prática, prefiro realizar a pálpebra inferior em hospital e sob anestesia geral para ter monitorização, controle anestésico e estrutura de resposta disponíveis. Isso é uma escolha do meu protocolo; outras estratégias anestésicas são reconhecidas na literatura.

Plano de saúde cobre?

Quando há comprometimento do campo visual documentado por avaliação oftalmológica, a blefaroplastia superior pode ser classificada como reparadora e a cobertura depende do plano e da documentação. A equipe orienta o processo.

Quanto tempo dura o resultado?

O tecido retirado ou reposicionado não “reverte” simplesmente ao estado anterior, mas o envelhecimento continua. Com o passar dos anos, nova flacidez cutânea, alterações de volume e nova projeção das bolsas podem ocorrer. Na minha prática, explico que muitos resultados permanecem satisfatórios por vários anos, frequentemente na faixa de 6 a 10 anos, mas isso é uma expectativa clínica e não uma garantia; genética, fotoproteção, qualidade da pele e estilo de vida influenciam a evolução.

Blefaroplastia pode ser combinada com facelift?

Sim, e é uma combinação frequente — o facelift não trata as pálpebras. Nesse caso tudo é feito em hospital, sob anestesia geral, dentro do planejamento de até seis horas.

Glossário

Dermatocálase
excesso de pele palpebral do envelhecimento.
Pinch test
pinçamento da pele para medir o excesso a ressecar.
Transconjuntival
acesso pela face interna da pálpebra, sem cicatriz na pele.
Scleral show
exposição da esclera abaixo da íris por pálpebra inferior baixa.
Ectrópio
eversão da pálpebra inferior.
Tarsal strip / tarsoplastia
encurtamento e fixação do tarso ao periósteo para dar suporte à pálpebra.
Lagoftalmo
fechamento incompleto do olho.

Referências médicas e normativas

  1. American Society of Plastic Surgeons. Practice Parameter for Blepharoplasty. Anesthesia: local, local with intravenous sedation, or general anesthesia according to patient and procedure.
  2. Gimenez AR, Rohrich R, Borab Z, Fisher S, Fagien S, Rohrich RJ. Safety and Complications in Lower Eyelid Blepharoplasty: A Systematic Review. Plast Reconstr Surg Glob Open. 2025;13(9):e7102. doi:10.1097/GOX.0000000000007102.
  3. Memon SF, Wilde CL, Ezra DG. Lower Eyelid Surgical Anatomy and the Implications for Blepharoplasty Surgery: A Systematic Review of Anatomic Studies in the Literature. J Craniofac Surg. 2025;36(2):709-716. doi:10.1097/SCS.0000000000010928.
  4. Hass AN, Penne RB, Stefanyszyn MA, Flanagan JC. Incidence of postblepharoplasty orbital hemorrhage and associated visual loss. Ophthalmic Plast Reconstr Surg. 2004;20(6):426-432. doi:10.1097/01.IOP.0000143711.48389.C5.
  5. Visual loss after blepharoplasty: incidence, management, and preventive measures. Aesthet Surg J. 2011. PubMed PMID: 21239669.
  6. Transconjunctival or Transcutaneous Approach for Fat-preserving Lower Lid Blepharoplasty? Systematic review. PubMed PMID: 41415593. 2025.
  7. Conselho Federal de Medicina. Resolução CFM nº 2.336/2023 e Manual de Publicidade Médica.

Conteúdo educativo, elaborado e revisado clinicamente por Dr. Lucas F. M. Carneiro · Médico · Cirurgião Plástico · CRM/SP: 136.298 · RQE: 50.532. Não substitui consulta médica.

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