Logo Dr. Lucas Carneiro
Dr. Lucas CarneiroCirurgia Plástica Estética e Reparadora
Menu
Abdominoplastia

Abdominoplastia e Diástase: O Que é, Como Identificar e O Que a Cirurgia Resolve

A separação dos músculos abdominais afeta a maioria das mulheres após a gravidez. Entenda o que é diástase, como diagnosticar e como a abdominoplastia trata o problema.

Dr. Lucas Carneiro·24 de março de 2025·7 min de leitura

Se você é mãe e nota que o abdome projeta para frente mesmo sem excesso de gordura significativo — especialmente ao fazer um esforço ou sentar —, provavelmente tem diástase.

E se tem diástase, provavelmente ainda não entende completamente o que isso significa para a cirurgia e para o resultado.

Este artigo resolve isso.


O que são os retos abdominais

Os retos abdominais são os músculos que correm verticalmente pela região central do abdome — os "gominhos" que todo mundo quer ver definidos.

Eles não formam um músculo único e contínuo. São dois feixes musculares paralelos, separados na linha central por uma estrutura fibrosa chamada linha alba.

A linha alba tem uma largura normal de até 1,5 cm acima do umbigo e até 2,5 cm abaixo dele. Qualquer separação além disso é considerada diástase.


O que acontece durante a gravidez

O útero em crescimento empurra os músculos abdominais lateralmente, esticando e alargando a linha alba. Esse processo é inevitável — é o corpo se adaptando para comportar o bebê.

Em muitas mulheres, após o parto, a linha alba não retorna completamente à largura original. A separação persiste.

Isso é diástase.

A prevalência é alta: estudos estimam que cerca de 60 a 70% das mulheres que passaram por gestação têm algum grau de diástase. Muitas sem saber.


Como a diástase se manifesta

O abdome protruso "sem motivo": talvez o sinal mais frustrante. A paciente está próxima do peso ideal, malha regularmente, controla a alimentação — mas o abdome não fica plano. Especialmente acima do umbigo, há uma projeção que não cede com nenhuma dieta.

A razão: sem a parede muscular íntegra na linha central, as vísceras abdominais se projetam. É física, não gordura.

Dor lombar crônica: a linha alba faz parte do sistema de transmissão de força entre a parte superior e inferior do corpo. Quando está comprometida, a lombar compensa — e frequentemente dói.

Instabilidade do core: exercícios de estabilização e força ficam comprometidos. O "core" que os fisioterapeutas tanto falam depende de uma linha alba íntegra para funcionar.

O "cone" ao fazer abdominal: ao tentar fazer um abdominal, um protuberância cônica aparece na linha central. É sinal claro de diástase.


Como identificar em casa

Teste simples:

1. Deite de costas com os joelhos dobrados 2. Coloque dois dedos na linha central do abdome, na altura do umbigo 3. Eleve levemente a cabeça (como se fosse fazer um abdominal) 4. Se sentir os dedos "afundando" — há um vão entre os músculos — provavelmente tem diástase

O diagnóstico preciso é feito por ultrassonografia ou pelo exame físico durante a consulta.


O que a abdominoplastia faz

A plicatura dos retos abdominais é a correção cirúrgica da diástase. Consiste em suturar as bordas dos músculos de volta à linha central, restaurando a largura normal da linha alba.

O resultado:

Funcional: - Restauração da integridade da parede abdominal - Melhora ou resolução da dor lombar (em muitos casos) - Retorno da função do core

Estético: - Abdome mais plano, especialmente acima do umbigo - Definição do contorno abdominal - Resultado que nenhum exercício consegue obter, porque o problema é estrutural — não muscular


O que a plicatura não faz

Não substitui o fortalecimento muscular. A cirurgia restaura a estrutura. O trabalho funcional — a força e a resistência dos retos — ainda depende de exercício. A fisioterapia pós-operatória é altamente recomendada.

Não impede nova gestação. Mas uma nova gravidez pode comprometer a plicatura — especialmente em diástases extensas. Por isso a recomendação de aguardar a conclusão da família.

Não trata outros fatores de dor lombar. A plicatura melhora a biomecânica abdominal, mas dores lombares de outra origem (hérnia de disco, escoliose, etc.) precisam de avaliação específica.


Diástase sem excesso de pele: existe cirurgia?

Sim. Quando há diástase significativa sem excesso cutâneo, é possível realizar uma miniabdominoplastia ou, em casos selecionados, apenas a plicatura por incisão reduzida.

A indicação é avaliada caso a caso. Nem toda diástase precisa de abdominoplastia completa — e nem toda paciente que quer abdominoplastia tem diástase.

A avaliação define o planejamento.


Próximos passos

Se você identificou os sinais descritos aqui, o passo seguinte é a consulta de avaliação. É onde:

- A diástase é avaliada e graduada - O excesso cutâneo é avaliado - O planejamento cirúrgico é definido (se e o quê) - As expectativas são alinhadas com o que é possível

A abdominoplastia com plicatura é um dos procedimentos com maior impacto funcional e estético quando bem indicada. Mas a indicação precisa ser precisa.


Dr. Lucas Carneiro — Cirurgião Plástico em São Paulo. Membro SBCP.

Ver procedimento de abdominoplastia → Agendar avaliação →

Tags

diástasediástase retos abdominaisabdominoplastia diástasecirurgia diástase SP
LC

Dr. Lucas Carneiro

Cirurgião Plástico em São Paulo. Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). Fellow DKFZ — Centro Alemão de Pesquisa em Câncer, Heidelberg. Membro do corpo clínico do Hospital Albert Einstein e Sírio-Libanês. Criador do Método Plástica para Pacientes (PPP).

Avalie seu caso com o Dr. Lucas

Agendar AvaliaçãoWhatsApp

Newsletter Semanal

Carta do Cirurgião

Toda semana, uma conversa honesta sobre cirurgia plástica.

Ver todas as edições →
Falar pelo WhatsApp