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Cicatriz do Facelift: Onde Fica, Como Fica e Como Cuidar

Um dos maiores medos antes do facelift é a cicatriz. Entenda exatamente onde ficam as incisões, como as cicatrizes evoluem e o que determina o resultado final.

Dr. Lucas Carneiro·7 de abril de 2025·5 min de leitura

O medo da cicatriz é um dos mais comuns antes do facelift. E é compreensível — ninguém quer trocar flacidez por uma cicatriz visível.

A boa notícia: quando a cirurgia é bem planejada e executada, as cicatrizes do facelift são praticamente imperceptíveis após a maturação completa.


Onde ficam as incisões

As incisões do facelift são estrategicamente posicionadas em áreas que se camuflam naturalmente:

Na região da têmpora: dentro do couro cabeludo, invisível no dia a dia.

Na frente da orelha: no sulco pré-auricular — a dobra natural entre a orelha e a bochecha. Essa área já tem uma "sombra" natural que oculta a cicatriz.

No trago: em alguns casos, a incisão passa pelo bordo do trago (a protuberância anterior da orelha), usando a transição natural de textura e cor da pele como camuflagem.

Atrás da orelha: no sulco retroauricular — também uma área de dobra natural, praticamente invisível quando o cabelo cobre.

No couro cabeludo posterior: a extensão da incisão termina dentro do cabelo.


Como as cicatrizes evoluem

Semanas 1 a 4: cicatrizes fechadas, possivelmente com crosta mínima. Avermelhadas — normal.

Meses 1 a 3: fase de proliferação colágena — as cicatrizes podem ficar mais rígidas, avermelhadas e elevadas. Parece piorar antes de melhorar. Isso é esperado.

Meses 3 a 6: início da maturação. Avermelhamento diminui. Textura suaviza.

Meses 6 a 18: maturação completa. Cicatrizes finas, claras, que se confundem com as dobras naturais da pele.


O que determina a qualidade da cicatriz

Técnica cirúrgica: a tensão sobre a cicatriz precisa ser mínima. Quando o fechamento é feito com tensão (puxando a pele para fechar), a cicatriz alarga. O Deep Plane, ao distribuir a tensão nas camadas profundas, deixa a pele fechar sem tensão — cicatrizes melhores.

Tabagismo: o maior inimigo da cicatrização. Vasoconstrição, menos oxigênio nos tecidos, cicatrização mais lenta e menos previsível. Por isso o fumo é contraindicado.

Fotoproteção: exposição solar em cicatriz jovem causa hiperpigmentação (manchas escuras). Protetor solar é obrigatório na região das cicatrizes por pelo menos 12 meses.

Silicone tópico: gel ou fita de silicone aplicados sobre cicatrizes maduras (após 3 a 4 semanas) aceleram significativamente a maturação.

Genética: pessoas com tendência a queloides ou cicatrizes hipertróficas têm maior risco. É avaliado na consulta.


O que fazer se a cicatriz não evoluir bem

Em casos raros, a cicatriz pode precisar de tratamento adicional:

Corticoide intralesional: para cicatrizes hipertróficas ou queloides.

Laser fracionado: para melhorar textura e cor de cicatrizes maduras.

Revisão cirúrgica: em casos muito selecionados, pode ser feita após 12 a 18 meses da cirurgia inicial.


Dr. Lucas Carneiro — Cirurgião Plástico em São Paulo.

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Dr. Lucas Carneiro

Cirurgião Plástico em São Paulo. Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). Fellow DKFZ — Centro Alemão de Pesquisa em Câncer, Heidelberg. Membro do corpo clínico do Hospital Albert Einstein e Sírio-Libanês. Criador do Método Plástica para Pacientes (PPP).

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