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O que a lipoaspiração pode e não pode fazer — sem rodeios

Dr. Lucas Carneiro·28 de abril de 2025·4 min de leitura

Existe muita fantasia em torno da lipoaspiração. Vou ser direto sobre o que o procedimento resolve, o que não resolve e o que determina um bom resultado.

A lipoaspiração é um dos procedimentos mais realizados no mundo — e um dos mais mal compreendidos.

Parte da confusão vem de como ele é apresentado: como solução para gordura, como "escultura corporal", como alternativa à dieta.

Não é nada disso. E ao mesmo tempo, quando bem indicada, é extraordinariamente eficaz no que faz.


O que a lipoaspiração faz

Remove depósitos de gordura localizados — áreas com acúmulo que não respondem a dieta e exercício.

Isso existe. Não é invenção do marketing. Existem regiões do corpo com distribuição de gordura determinada geneticamente, que persistem independente do peso geral ou do condicionamento físico. Flancos, culotes, região submentoniana — essas áreas frequentemente têm gordura "resistente".

A lipoaspiração remove essa gordura. As células removidas não voltam. O contorno melhora.


O que a lipoaspiração não faz

Não emagrece. A quantidade de gordura removida — tipicamente 1 a 5 litros — corresponde a 1 a 5 quilos. A balança não muda dramaticamente. O contorno, sim.

Não trata flacidez. Pelo contrário: em pacientes com flacidez significativa da pele, remover gordura pode piorar a aparência cutânea. A avaliação do tônus da pele é fundamental antes de decidir.

Não é definitiva sem mudança de hábitos. As células restantes aumentam de volume com ganho de peso. Resultados duradouros dependem de manutenção.

Não substitui abdominoplastia. A lipoaspiração não trata excesso de pele, não corrige diástase, não reposiciona o umbigo. Para esses objetivos, a abdominoplastia é indicada.


O que determina um bom resultado

Seleção correta do paciente: peso próximo ao ideal, tônus de pele adequado, expectativas realistas.

Planejamento preciso: quais áreas, qual volume, que técnica.

Ambiente seguro: hospital de alto padrão. Sempre.

Pós-operatório correto: uso de cinta compressiva, drenagem linfática, paciência com o processo de resolução do edema (o resultado definitivo leva 4 a 6 meses).


Até a próxima semana.

— Dr. Lucas Carneiro

LC

Dr. Lucas Carneiro

Cirurgião Plástico · São Paulo · Membro SBCP

Corpo Clínico Hospital Albert Einstein e Sírio-Libanês

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