Edição #2
Por que eu opero apenas em hospitais de alto padrão — e por que isso importa para você
Poderia ser mais conveniente para algumas pacientes. Poderia ser mais barato. Mas existe uma razão que não me permite mudar isso.
Toda semana alguém me pergunta se posso operar em uma clínica específica ou em um hospital menor, mais próximo de onde mora.
A resposta é sempre não. E sei que isso às vezes decepciona.
Quero explicar por quê — com honestidade, sem discurso de marketing.
O cenário que ninguém quer imaginar
Você está sendo operada. A cirurgia transcorre bem. Nas últimas duas horas, tudo dentro do esperado.
Então, algo muda.
Pode ser uma reação ao anestésico. Pode ser uma alteração na pressão arterial. Pode ser um sangramento que demora mais para controlar. Pode ser uma embolia pulmonar — rara, mas não impossível em qualquer cirurgia.
Isso não é catastrofismo. É medicina. Todo procedimento cirúrgico tem uma lista de complicações possíveis — não prováveis, mas possíveis.
O que acontece nos próximos minutos determina tudo.
O que a estrutura hospitalar significa nesse momento
Em um hospital de alto padrão como o Einstein ou o Sírio-Libanês:
Existe UTI imediatamente disponível. Não é necessário transferir a paciente — ela já está lá.
Existe banco de sangue no local. Se houver necessidade de transfusão, acontece em minutos.
Existe hemodinâmica disponível. Em casos de intercorrências cardíacas, a estrutura para tratamento está no mesmo prédio.
O anestesista é um especialista com suporte completo. Não é um médico sozinho administrando sedação — é uma equipe.
Agora imagine o mesmo cenário em uma clínica cirúrgica sem UTI, sem banco de sangue, sem especialistas de retaguarda.
A paciente precisa ser estabilizada e transferida. Cada minuto conta.
A matemática do risco
A probabilidade de uma complicação séria em uma cirurgia plástica eletiva, em paciente bem selecionada, é baixa. Estatisticamente, a maioria das cirurgias transcorre sem intercorrências.
Mas "baixa probabilidade" não é "probabilidade zero".
E quando você está do lado errado da estatística, a estrutura disponível é a diferença entre um desfecho excelente e um desfecho irreversível.
Existe uma analogia que gosto de usar: o hospital é como o airbag do seu carro. Você dirige anos sem precisar dele. Mas você não compraria um carro sem airbag por isso. A presença dele define sua disposição de colocar sua vida naquele veículo.
A questão do preço
Operar em hospitais de alto padrão tem um custo maior. Não vou fingir que não.
Parte do investimento em uma cirurgia comigo vai para a diária hospitalar, para a equipe, para a estrutura. Não é possível fazer diferente sem comprometer exatamente o que torna o procedimento seguro.
Entendo que isso coloca meus serviços fora do alcance de algumas pessoas. É uma realidade com a qual me relaciono com respeito — mas não com concessões de segurança.
Existem cirurgiões excelentes em estruturas mais simples. Mas eu, pessoalmente, não consigo trabalhar dessa forma. Não porque seja melhor ou pior — porque a segurança que consigo garantir depende dessa estrutura.
O que isso significa na prática
Toda cirurgia que realizo acontece em um desses quatro hospitais:
Hospital Albert Einstein — referência mundial em medicina de alto padrão Hospital Sírio-Libanês — excelência em segurança cirúrgica Hospital Oswaldo Cruz — tradição e infraestrutura completa Hospital São Luiz — rede de alta complexidade
Isso não é diferencial de marketing. É o mínimo que considero ético oferecer a quem coloca o corpo nas minhas mãos.
Até a próxima semana.
— Dr. Lucas Carneiro Cirurgião Plástico · São Paulo Membro SBCP · Corpo Clínico Hospital Albert Einstein
Dr. Lucas Carneiro
Cirurgião Plástico · São Paulo · Membro SBCP
Corpo Clínico Hospital Albert Einstein e Sírio-Libanês
Gostou? Receba toda semana.
Gratuito. Cancelável a qualquer momento. Sem spam.
