Edição #4
Blefaroplastia: o procedimento mais subestimado da cirurgia plástica
Nove em cada dez pacientes me dizem que não sabiam o quanto a cirurgia das pálpebras mudaria o olhar — e como isso afetou a percepção que as pessoas têm delas.
Se eu tivesse que escolher um procedimento que consistentemente supera as expectativas das pacientes, seria a blefaroplastia.
Não o facelift — que transforma mais. Não o Mommy Makeover — que recupera mais. A blefaroplastia. A cirurgia das pálpebras.
E existe uma razão clara para isso.
Por que ela surpreende tanto
A maioria das pacientes chega pensando que a blefaroplastia vai fazer os olhos parecerem mais jovens. O resultado é mais do que isso: faz com que a pessoa pareça mais jovem.
Existe uma diferença.
Quando a pálpebra superior cai sobre o olho — seja por excesso de pele, seja por ptose muscular — acontece algo além da estética: o olhar parece fechado, pesado, distante. As pessoas ao redor, inconscientemente, interpretam isso como cansaço, falta de interesse, às vezes até tristeza.
Quando isso é corrigido, a mudança não é só visual. É relacional.
Pacientes me contam que começaram a receber comentários de que "parece mais descansada", "mais presente", "mais animada". Não estão operadas — estão mais elas mesmas.
O que a blefaroplastia não faz
Com toda a sua eficácia, existe o que ela não resolve:
Não elimina linhas de expressão ao redor dos olhos — as "patas de galinha". Isso é papel do preenchimento, do botox ou de procedimentos complementares.
Não corrige olheiras de pigmentação — as manchas escuras de origem vascular ou genética. Apenas as olheiras de gordura (bolsas) respondem bem à cirurgia.
Não substitui o facelift quando existe flacidez significativa da região malar e temporal.
Parte do meu trabalho na consulta é ajudar a paciente a entender exatamente o que a blefaroplastia vai e não vai resolver — para que as expectativas sejam precisas e o resultado seja vivido como uma conquista, não como uma decepção parcial.
Uma observação sobre a recuperação
A blefaroplastia tem uma das recuperações mais rápidas entre os procedimentos que realizo. Com 10 a 14 dias, a maioria das pacientes já está apresentável em ambientes sociais.
O que mais surpreende negativamente no pós-operatório são os hematomas na região dos olhos — que, apesar de transitórios, podem ser extensos e assustar quem não estava preparada.
Prepare-se para isso. É esperado, é temporário, e é seguido de um resultado que a maioria das pacientes descreve como transformador.
Até a próxima semana.
— Dr. Lucas Carneiro
Dr. Lucas Carneiro
Cirurgião Plástico · São Paulo · Membro SBCP
Corpo Clínico Hospital Albert Einstein e Sírio-Libanês
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